...

Sinais de alerta e Intervenção Precoce para Autismo

A Prefeitura de Porto/PI, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, ofertou uma capacitação para os profissionais da saúde: Enfermeiros, Agentes de Saúde, Nutricionistas, Psicólogos, Fonoaudiólogos, Fisioterapeutas e Assistentes Sociais.

Teve como temática “Sinais de alerta e Intervenção Precoce para Autismo” e foi ministrada pela fonoaudióloga Mayanna Magalhães.

A formação que aconteceu no auditório da SME, contou com certificado e material de apoio aos participantes.

O diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista é realizado através de avaliação com equipe interdisciplinar. Normalmente a família procura a avaliação espontaneamente somente quando a criança já apresenta um atraso importante da linguagem, em média aos 3 anos de idade ou quando a escola percebe prejuízos no desenvolvimento social.

  • Sinais de alerta para detectar o autismo podem ser cruciais para identificar precocemente o Transtorno do Espectro Autista (TEA). É importante lembrar que cada criança é única e pode apresentar variações nos sintomas. No entanto, conhecer esses sinais ajuda os pais a buscar ajuda médica quando necessário.

 

Mas você sabia que existem muitos outros sinais de alerta anteriores à emissão das primeiras palavras que permitem identificar e iniciar a intervenção precocemente?

Confira os principais sinais de alerta organizados por faixa etária, desde os primeiros meses de vida.

0 a 6 meses

  • Pobre contato visual;
  • Ausência ou prejuízo no sorriso social (sorrir em resposta ao sorriso do outro);
  • Maior atenção a objetos ou coisas do que a rostos (pessoas);
  • Tendência a comportamentos de linguagem extremos: silêncio por longos períodos ou gritos exagerados e descontextualizados;

6 a 12 meses

  • Assim como o choro, as expressões faciais são inespecíficas e dificultam o entendimento do adulto sobre o sentimento da criança;
  • Ausência ou prejuízo no uso de gestos simples, como estender os braços para pedir colo ou repetir a ação de um adulto, imitando um “beijo”, por exemplo;
  • Ausência de resposta quando chamado pelo próprio nome;

12 a 18 meses

  • Andar na ponta dos pés;
  • Dificuldade para sinalizar o que desejam (apontar);
  • Pouco interesse em mostrar para o outro objetos que são de seu interesse;
  • Comportamento resistente com mudanças no dia-a- dia;
  • Pouca evolução das expressões faciais;

18 a 24 meses

  • Não seguem o outro com o olhar para compartilhar uma informação. Exemplo: “- Olha filho, o cahorro!”. O adulto aponta para o cachorro, mas a criança não acompanha com o olhar;
  • Pouco interesse em dividir brincadeiras com outras pessoas. Normalmente, o adulto serve como um “apoio” para executar pela criança coisas que ela não consegue;

24 a 36 meses

  • As respostas ao adulto tendem a ser assistemáticas, isto é, ora respondem ora não respondem;
  • Resistência para aceitar auxílio em tarefas. Exemplo: o adulto pegar a mão da criança para guiar uma atividade de encaixe;
  • Tempo de interesse nos brinquedos/brincadeiras é baixo;
  • Na escola, não senta com amigos na roda do grupo e, normalmente, prefere ficar fazendo outra coisa sozinho;
  • Choro intenso ou agressividade quando contrariado;
  • O que recomendamos?
  • Na presença de algum destes sinais de alerta deve-se procurar avaliação com equipe interdisciplinar especializada e iniciar as terapias imediatamente, mesmo antes do diagnóstico médico ser fechado, uma vez que a intervenção é baseada nas manifestações comportamentais.
  • Iniciar a intervenção de forma precoce permite a minimização de uma série de sintomas, assim como evita que a criança perca experiências de sua faixa etária por não apresentar comportamentos e linguagem adequados.